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	<title>Inspire-se! &#8211; VI Bienal</title>
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		<title>O tempo no umbigo do homem, a música na alma e as humanidades possíveis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Secretaria SBPRP]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 May 2023 10:53:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inspire-se!]]></category>
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					<description><![CDATA[Gravura e arte: Gal Oppido CENTRO (MÁRIO MARTINEZ/RENAN BARBOSA) O TEMPO NO UMBIGO DO HOMEM O HOMEM NO UMBIGO DO TEMPO O HOMEM NO CENTRO DO MUNDO O HOMEM NO MEIO DE TUDO O HOMEM NO CLARO DO TÚNEL O HOMEM NO FUNDO DO FUNDO O TEMPO NO UMBIGO DO HOMEM O HOMEM NO UMBIGO [&#8230;]]]></description>
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<p>Gravura e arte: Gal Oppido</p>



<p><strong>CENTRO (MÁRIO MARTINEZ/RENAN BARBOSA)</strong></p>



<p>O TEMPO NO UMBIGO DO HOMEM</p>



<p>O HOMEM NO UMBIGO DO TEMPO</p>



<p>O HOMEM NO CENTRO DO MUNDO</p>



<p>O HOMEM NO MEIO DE TUDO</p>



<p>O HOMEM NO CLARO DO TÚNEL</p>



<p>O HOMEM NO FUNDO DO FUNDO</p>



<p>O TEMPO NO UMBIGO DO HOMEM</p>



<p>O HOMEM NO UMBIGO DO TEMPO</p>



<p>HUMANO, DEMASIADO INSANO</p>



<p>COGITA E LOGO RESISTE</p>



<p>HUMANO, DEMASIADO INSANO</p>



<p>COGITA E LOGO RESISTE</p>



<p>RUPESTRE O FOGO QUE CONSOME</p>



<p>RUPESTRE O FOGO QUE CONSOME</p>



<p>O TEMPO DA IDEIA NO HOMEM</p>



<p>NO HOMEM A IDEIA DO TEMPO</p>



<p>“Sou um homem comum, qualquer um, enganando entre a dor e o prazer”, e tenho claramente problemas com a passagem do tempo. Não com a inevitabilidade do envelhecer, mas com o dia/vida que nunca são suficientes para realizar tudo que gostaria. A sensação é de que estou sempre devendo à vida, ao tempo. Tudo isso se agrava porque sou, também, um procrastinador. Angustio-me por não saber o que devo buscar ativamente e o que devo deixar por conta do imponderável. Sentar-me para compor, diariamente, como um exercício, ou esperar que a inspiração faça uma súbita visita? Planejar minha rotina e me apegar aos meus traços obsessivo-compulsivos, ou abandonar as preocupações e me abrir às surpresas do acaso?&nbsp;</p>



<p>Também me causa espanto que, por mais que os séculos se sucedam, os homens continuem presos às mesmas vicissitudes (maravilhosas umas e mesquinhas outras): sexo, poder, comida, ganância, neuroses, guerras e competições, a busca do amor, o confronto com a inevitabilidade da morte&#8230;</p>



<p>É como se ainda carregássemos dentro do nosso mundo interno o homem das cavernas, correndo atrás do fogo, num eterno retorno das mesmas questões primitivas, paixões e neuroses. “Cogita e logo resiste”:&nbsp; o homem que procrastina, que titubeia, que duvida de si e do outro, que foge, que renuncia aos seus sonhos e desejos, por medo.&nbsp;</p>



<p>O umbigo se me afigura o centro de todas essas questões: o homem com uma vida que não sabe por que foi lhe dada nem o que fazer com ela, julgando-se o ser mais importante do planeta, mas destruindo, sem piedade, seu habitat; a imensidão do universo, no qual a vida humana representa tão ínfima parcela.</p>



<p>A metáfora do “umbigo”, numa canção em que nossas disposições ancestrais são mencionadas, me veio também pela letra de &#8220;José&#8221;, de Caetano Veloso (meu artista preferido e o que mais me influencia): “estou no fundo do poço/meu grito lixa o céu seco”; (&#8230;)” o poço é escuro/ mas o Egito resplandece, no meu umbigo, e o sinal que vejo é esse” &#8230;</p>



<p>Sou particularmente fã de um texto de Freud, “A significação antitética das palavras primitivas” (1910), no qual, discorrendo sobre um artigo do filólogo Karl Abreu, ele chama a atenção para a possibilidade de uma palavra conter em si mesma o seu oposto, e nos remete a uma outra época, na aurora da linguagem humana, em que um mesmo “ideograma” ou vocábulo representava estados opostos, como claro/escuro, dia/noite. E de como o inconsciente usa esse artifício para reunir opostos num mesmo símbolo, principalmente na construção dos sonhos. A combinação de contrários operando como substrato da linguagem e dos fenômenos psíquicos.&nbsp;</p>



<p>Foram essas, basicamente, as imagens que me ocorreram quando criei a letra da canção “Centro”. A melodia foi composta por Mário Martinez, músico, professor e poeta, com quem tenho uma profícua parceria musical e de amizade, há mais de 25 anos. Nessa canção encontra-se o verso “Humano, demasiado insano”, que dá título ao último EP que lancei.</p>



<p>Por “insano” leia-se esses tempos estranhos que atravessamos, de fanáticos, mitos, ódios, fake news, pós-verdades e terraplanismos. Mas, se pensarmos que a escuridão contém a luz, talvez possamos nutrir a esperança. E é a ela que me dirijo em minha caminhada.</p>



<p><strong>Renan Barbosa</strong> é médico psiquiatra, cantor e em parceria com Mário Martinez, compositor da música &#8220;Centro&#8221;, tema da VI Bienal de Psicanálise e Cultura &#8211; &#8220;Humanidades Possíveis &#8220;.</p>



<p>Migrante nordestino, muito anos vivi em Ribeirão Preto, a cidade que me deu régua e compasso para me tornar quem sou. Cheguei médico, para cursar a especialização em Psiquiatria no Hospital das Clínicas da USP, e pretendia me tornar psicanalista. Muitos grupos de estudos, supervisões e seminários depois, fiz outras escolhas, fascinado pela coordenação de grupos operativos na linha de Pichon-Rivière e pela atuação junto a usuários de álcool e drogas. Mas, até hoje, a Psicanálise está embutida no meu modo de enxergar o mundo &#8211; e as voltas que ele dá. A carreira musical, iniciada ainda na adolescência, em Campina Grande, completou 34 anos, já.</p>



<p>Eis que, recentemente, uma psicanalista da Sociedade Brasileira de Psicanálise de Ribeirão Preto me solicita a letra de &#8220;Centro&#8221;, que ela escutara nas minhas redes sociais. Enviei.</p>



<p>Após alguns dias, ela me conta que submetera a letra e música à apreciação de seus pares, por ter identificado que a canção se adequava ao tema da VI Bienal de Psicanálise e Cultura, que aquela entidade promoverá, de 18 a 20 de maio de 2023, com o tema “Humanidades possíveis”.</p>



<p>Fui convidado a assistir ao evento, a música foi incluída na vinheta de divulgação e também farei um show acústico para os presentes. Senti-me comovido, em regozijo, feliz por voltar à Ribeirão e realizar o sonho de participar da Bienal. A vida, em seus ciclos, às vezes nos mostra que nossos passos mais primitivos tecem nosso futuro ou, como cantavam as ceguinhas de Campina Grande, &#8220;a pessoa é para o que nasce&#8221;.&nbsp;</p>



<p>Renan Barbosa é médico psiquiatra, trabalhador do SUS, cantor e compositor e mora em São Paulo.</p>



<p>Suas canções encontram-se em todas as plataformas digitais.&nbsp;</p>
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		<title>Coser em Ouro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Secretaria SBPRP]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 May 2023 10:50:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inspire-se!]]></category>
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					<description><![CDATA[A Cultura e A Arte Oriental são pródigas na sua função de apresentar para o mundo suas representações e interpretações sobre fenômenos humanos, especialmente, sobre as relações das pessoas com elas mesmas e com o ambiente em que vivem. Na VI Bienal de Psicanálise e Cultura da SBPRP teremos o prazer de contar com a [&#8230;]]]></description>
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<p>A Cultura e A Arte Oriental são pródigas na sua função de apresentar para o mundo suas representações e interpretações sobre fenômenos humanos, especialmente, sobre as relações das pessoas com elas mesmas e com o ambiente em que vivem.</p>



<p>Na VI Bienal de Psicanálise e Cultura da SBPRP teremos o prazer de contar com a presença do fotógrafo Vanderlei de Souza Jr., nos dias 18, 19 e 20 de maio de 2023, com a exposição permanente do seu trabalho fotográfico <em>“Coser em Ouro”.</em></p>



<p>Neste trabalho, Vanderlei se inspirou e teve como base a Arte Milenar Japonesa <em>Kintsukuroi</em> do século XV (também conhecida por reparo com ouro) que se vale de uma espécie de cola de ouro para unir os cacos de algum objeto de cerâmica antigo que havia sido quebrado ou danificado. Essa ação “reparadora” tem como principal fundamento, propiciar a esse objeto uma nova perspectiva de Existência, revalorizando sua importância e considerando a condição de impermanência do humano, em constante transformação.</p>



<p>Vanderlei nos apresentará seu olhar sensível por meio de fotos de faces de pessoas, em que as marcas e traços dourados realizados nas faces, similares as emendas douradas da técnica do <em>Kintsukiroi</em>, realçam algo comumente desprezado pela nossa Sociedade Contemporânea – as rugas e marcas do tempo nos rostos humanos. Para o fotógrafo cada ruga e cada marca de expressão revelam as fraturas impostas pelos desafios inerentes da vida. Em sua arte, Vanderlei lança um novo olhar sobre algo que seria habitualmente escondido, descartado e depreciado na cultura ocidental, possibilitando ao observador e apreciador do seu trabalho, um olhar empático sobre um sem número de Humanidades Possíveis.</p>



<p>Convidamos a todos os participantes da VI Bienal para visitarem a exposição ao longo do Evento.</p>



<p>Local: Auditório Topázio &#8211; Hall 2o Andar &#8211; Sala Turquesa</p>
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		<title>Inspire-se!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Secretaria SBPRP]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Mar 2023 20:15:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inspire-se!]]></category>
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					<description><![CDATA[Pensando em uma forma de irmos mergulhando nos temas da VI Bienal e nas emoções que possivelmente surgirão no encontro, criamos o INSPIRE-SE!, uma parte do Blog da Bienal&#160; onde apresentaremos sugestões de filmes, poesias e outros conteúdos artísticos. Estreando, trazemos a indicação do filme “Não me abandone jamais” (2010) do diretor estadunidense Mark Romanek [&#8230;]]]></description>
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<p>Pensando em uma forma de irmos mergulhando nos temas da VI Bienal e nas emoções que possivelmente surgirão no encontro, criamos o <em>INSPIRE-SE!, </em>uma parte do Blog da Bienal&nbsp; onde apresentaremos sugestões de filmes, poesias e outros conteúdos artísticos.</p>



<p>Estreando, trazemos a indicação do filme <strong><em>“Não me abandone jamais”</em></strong> (2010) do diretor estadunidense Mark Romanek inspirado no livro de mesmo título do escritor Japonês Kazuo Inshiguro é a nossa sugestão para o aquecimento da mesa da VI Bienal de Psicanálise e Cultura da SBPRP que abordará o tema: “<strong><em>Uma possível pulsão de humanidade”</em></strong>.</p>



<p>Com elementos de ficção científica e tecnológicos, o filme narra o drama de clones humanos que são gerados com o único e o “nobre” propósito de doarem seus órgãos para pessoas portadoras de alguma doença. Apesar do caráter ficcional, o filme nos convida a reflexões atuais sobre os limites dos avanços da ciência e da tecnologia, revelando a complexidade da temática. Um filme extremamente triste, que nos coloca frente a questionamentos sobre a diferenciação do que seria da ordem do “Humano” e do que seria da ordem de um “Senso de Humanidade”.</p>



<p>Em uma cena tocante, o grito solitário do protagonista escancara o desespero, o pavor e, resultado de sucessivas violências, ações e soluções simplistas, em que o ser humano, sua subjetividade, suas emoções – SUA ALMA – são desconsideradas.</p>



<p>Como último spoiler sugerimos que prestem atenção à belíssima canção <strong><em>Never Let Me Go,</em></strong> interpretada por Judy Bridgewater, que embala cenas nas quais os personagens entram em contato com suas emoções.</p>



<p><a></a>Seria um alerta no sentido de não abandonarmos o “Senso de Humanidade” diante de outro ser humano?</p>



<p>Vale a pena conferir! Vale a pena refletir!</p>



<p>O filme está disponível na plataforma Star+</p>
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